sábado, 12 de junho de 2010

Vida-Paulo Ferro

Eu estou aqui.
No mais solitário e reservado canto da minha vida.
Olhando para o computador
Enquanto minha mente sussurra palavras ao teclado,
no mais discreto improviso.
Mas, meu pensamento voa...
Meu pensamento procura por Você...
Onde Você está...Com quem Você está...
Sinto que ele pode viajar quilômetros em apenas alguns segundos e,
Como um espírito cheio de luz, ele pode lhe ver,
Contemplar toda a sua beleza, sorrir para Você
E lhe dizer o quanto Você é importante...
Sinta nesse momento a minha presença ao seu lado.

Feche os olhos, ligue a música e ouça...
Eu te amo.
E não chame meu amor de paixão, pois assim Você me magoa.
A paixão, a distância apaga. O amor, a distância acende.
A paixão passa, enquanto o amor continua.
Na paixão Você ri.
No amor Você também ri, sorri e, às vezes, chora.
A paixão não tem limites. O amor tem obstáculos.
Na paixão Você se dá. No amor, Você se entrega.
Na paixão Você faz sexo. No amor, Você faz e recebe amor.
A paixão é superfície. O amor é correnteza.
Pois a paixão lhe leva, enquanto o amor lhe arrasta.
A paixão ferve. O amor transborda.
A paixão Você conta a todos. O amor Você revela ao amigo.
Na paixão Você curte o momento. No amor, Você o vive intensamente.
Na paixão Você grita. No amor Você sussurra.
Na paixão tudo existe. No amor, tudo se constrói.
A paixão exige. O amor pede.
A paixão é incêndio. O amor é chama eterna.
Na paixão tudo são momentos. No amor, tudo é vida.
Por isso, não chame meu amor de paixão, porque Você é minha vida.
Onde Você estiver, com quem Você estiver, não se esqueça de mim.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Me chame de...menina poeta!


Alguns me chamam de anjo, pois, como dizem...Esbanjo bondade.

Já outros, me chamam de louca, não me importo...
Que farei se sorrio com tanta facilidade?


A quem não me conhece, apresento-me agora!
Tenho nome e sobrenome, os quais não me identificam como se deve...
Pois, um lápis ainda se chamará lápis, embora um não escreva o que o outro escreve!


Me chame então de poeta, ou menina se quiser...
Já que mora um anjo na minha alma de criança,
Um anjo que não sobrevive aos sentimentos de uma mulher...


Se me magoa, fere o anjo que mora em mim.
Então desperta o poeta, que toma as rédeas da situação.
Que posso fazer se choro fácil assim?
E se prefiro a sensibilidade, os sonhos e não a razão?


E...Se te observo e dou minha opinião
É porque trago comigo cuidados,tais quais os de uma mãe amorosa...
Que vê, mesmo envolto em espinhos, um botão!
Que pode se transformar numa bela rosa!

Ass:Vanessa A. de Souza =D

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Poesia difícil

Os versos jorram pela minha alma
Mas não cai uma só gota no papel.
Os chamo pra perto e vou os guiando com calma
Mas,eles fogem como pássaros assustados,
Com medo do céu!


Retornam alguns como cuidado,tímidos.
Parecem goteiras que insistem em pingar.
Não os quero escrever,mas como me perturbam!
Parecem os sinos de uma igreja
Chamando os fiéis para rezar!


Esses versos me tomam o pensamento
Alguém tem um lápis?Preciso escrevê-los...
Tirá-los daqui de dentro,
Para que os outros possam conhecê-los!


Eles vem como uma chuva de verão.
Versos se formam,ficam um momento e,logo se vão.
Tento tomá-los nas mãos para não me esquecer 
Do poema que acabei de criar e que não quero perder!



Ass: Vanessa A.de Souza =D

terça-feira, 11 de maio de 2010

Luar: meu leito de inspiração



A lua dentre as outras flores,é a mais bela
Desse imenso jardim brilhante.
Que mesmo acima de todos, o meu sofrimento encerra
E torna feliz meu semblante.


A solidão esvai-se do meu peito
Como o vento a carregar as nuvens devagar...
O céu a noite se torna o leito
Para a minha alma inquieta descansar.


Me acalmo só,na escuridão
A pensar em tudo como a lua,serena.
Relembro do dia que passou,penso nos que virão
A observar tal beleza que,com certeza,vale à pena.


Hei de ver o céu estrelado sempre que puder
Tomara que o tempo não leve de mim esta magia.
Embora eu não me ache capaz de esquecer,
Do que me traz tanta alegria.


Ass:Vanessa A. de Souza =D